terça-feira, 2 de março de 2010

Tratamento da Febre

Embora a febre seja uma reação imunológica (reação de defesa) do organismo contra algum mal, a medicina moderna desenvolveu alguns remédios chamados de antipiréticos (contra febre) que podem reduzir a temperatura a níveis tolerados. Os mais comuns são o paracetamol e a dipirona.

É importante, além da avaliação médica, promover os seguintes cuidados para uma pessoa idosa com febre:

• melhorar a hidratação do paciente através da oferta de suco de frutas, água e chá morno;
• promover um banho de esponja com água morna (não existe vantagem em usar álcool no banho com esponja e isso geralmente faz a pessoa sentir-se mal pelo seu cheiro forte);
• administrar a dose recomendada de algum antitérmico para reduzir a febre, de acordo com informação médica ou de um profissional de saúde;
• repouso no leito;
• evitar uso de muita roupa ou muitos cobertores;
• evitar exercícios intensos ou pesados.
Por fim, deve-se dar bastante atenção à febre da pessoa idosa, pois diferentemente da criança, o organismo envelhecido apresenta pouca reserva funcional (capacidade de reação) e quanto antes for identificada a causa, melhor será o resultado.


Importante lembrar

1. A febre é uma reação do corpo contra organismos estranhos.
2. A febre é freqüentemente causada por infecções, mas pode ser também uma reação alérgica, exposição a muito sol, a muito calor ou efeito colateral de um remédio.

3. É preciso dar muita atenção à febre da pessoa idosa, porque o seu organismo oferece pouca capacidade de reação e, por isso, a febre pode não aparecer até mesmo em casos graves como pneumonias, infecção do trato urinário ou tuberculose.

4. É importante descobrir logo a causa da febre, para que a pessoa idosa possa receber o tratamento adequado.

5. Dar o remédio antitérmico na dose certa, conforme orientação recebida de profissional da saúde.

6. Proporcionar outros cuidados como repouso no leito, oferecer bastante líquido (suco de frutas, água, chá morno, etc.), banho de esponja com água morna, sem utilizar álcool, evitar muitas roupas ou cobertores.


Importância da febre na pessoa idosa


É preciso prestar muita atenção ao avaliar a febre na pessoa idosa, pois
ela pode estar ausente mesmo em situações de extrema gravidade. De uma
maneira geral, apenas as infecções graves na pessoa idosa se apresentam com
uma elevação substancial da temperatura do corpo. Cerca de 30% das pessoas
idosas na vigência de um processo infeccioso, como pneumonia, infecção uri-
nária, tuberculose ou até um abscesso intra-abdominal, não alteram a tempera-
tura do corpo ou, até mesmo, apresentam hipotermia (temperatura dos tecidos
profundos abaixo de 35oC). Por isso, qualquer elevação de temperatura acima
dos limites normais indica sério sinal de alerta, devendo ser imediatamente
diagnosticada a causa e origem do processo.

A febre pode ser benéfica e é parte da reação do corpo a uma doença;
no entanto, se a temperatura estiver acima de 42oC, então pode causar danos
sérios aos neurônios (células do cérebro), com risco de afetar a meninge,
caracterizando a fase da chamada de hipertermia maligna.
A temperatura do nosso corpo normalmente flutua ao longo do dia, e o
mesmo acontece com a febre (costuma ser mais baixa de manhã e aumentar
à tarde). Se esse padrão característico estiver ausente, a temperatura aumen-
tada do corpo pode ter como causa insolação, que é uma disfunção mais
séria. A insolação é causada pelo excesso de exposição ao sol e é acompa-
nhada de desidratação.



Alterações corporais que podem acompanhar um idoso com febre -

O estado febril não se caracteriza somente pelo aumento da temperatura,
mas também por outras alterações que podem estar também presentes, como:
• nos sistemas circulatório e respiratório – aumento ou redução da fre-
qüência cardíaca, palpitação, aumento da freqüência respiratória,
dificuldade para respirar (respiração pela boca), dor no peito, tosse,
aumento ou queda da pressão arterial;

• no sistema digestivo – boca seca, dor abdominal, náuseas, vômitos, azia,
flatulência (formação de gazes), dificuldade de deglutição (para engo-
lir), incontinência fecal (ver texto sobre Incontinência urinária e fecal);

• na pele e tecido subcutâneo – cianose (cor azulada da pele) , palidez,
eritema (pele avermelhada),

  • no sistema urinário – incontinência urinária ou retenção/dificuldade para urinar, redução do débito urinário ou aumento da freqüência urinária (aumento ou diminuição de urina);
• nos sistemas nervoso e musculoesquelético – tremores, espasmos, alterações de marcha, tontura, confusão mental (agitação psicomotora ou apatia), ansiedade, sonolência, amnésia, alteração da fala, dor de cabeça, falta de apetite.

Maneiras de medir a temperatura corporal -
A febre pode ser medida de diversas maneiras: através da boca, da axila
ou do ânus, utilizando um termômetro. Na pessoa idosa a temperatura axilar
por si só já reflete uma boa medida.
Temperatura corporal de acordo com seu nível
Costuma-se dividir os graus de temperatura corporal de acordo com a
tabela abaixo.

Temperatura axilar do corpo

Normal Entre 36° e 36.9° C
Estado febril Entre 37° e 37.5° C
Febre baixa Entre 37.6° e 38° C
Febre moderada Entre 38.1° e 39° C
Febre alta Acima de 39.1° C




Febre na pessoa idosa -


Febre ou pirexia é a elevação da temperatura do corpo. É conside-
rada uma reação orgânica (reação do corpo) decorrente de várias causas,
principalmente processos infecciosos, cujo significado deve ser avaliado por
médico. A reação descrita como um aumento na temperatura corporal nos
seres humanos para níveis até 37,5 graus centígrados (ou Celsius) chama-se
estado febril. Ao ultrapassar esses níveis já pode ser caracterizado como
febre e é um mecanismo de adaptação própria dos seres vivos. Na prática,
no caso da pessoa idosa, essa divisão entre febre e estado febril não é rigo-
rosamente utilizada.
A pessoa idosa apresenta modificações no seu corpo (fisiológicas e ana-
tômicas) que podem interferir na medição da temperatura, como:
• Sudorese (suor), que é um mecanismo que permite a liberação do
excesso de calor do corpo para regulação da temperatura e que se
encontra prejudicada na pessoa idosa;
• Pele mais fina e que apresenta menor capacidade de retenção de calor,
o que dificulta a manutenção da temperatura corporal em relação à
temperatura ambiente;
• Circulação, cujos vasos respondem com vasodilatação ou vasoconstri-
ção de forma mais lenta, dificultando a adequação à necessidade de
perda ou retenção de calor.

A febre é uma reação do corpo contra organismos estranhos. Apesar
dela ser freqüentemente causada por infecções como, por exemplo, pneu-
monia e infecção do trato urinário, nem sempre ela é indicadora de infecção.
Ela pode também resultar de alguma alergia, calor excessivo (ficar muito
tempo debaixo de sol forte ou mesmo dentro de casa), até mesmo efeito
colateral de drogas.